Título original: Her
País de origem: EUA
Gênero: Romance/Drama
Duração/minutos: 126
Ano de lançamento: 2014
Direção/Roteiro: Spike Jonze
Theodore (Joaquin Phoenix) é um escritor solitário, que acaba de comprar um novo sistema operacional para seu computador. Para a sua surpresa, ele acaba se apaixonando pela voz deste programa informático, dando início a uma relação amorosa entre ambos. Esta história de amor incomum explora a relação entre o homem contemporâneo e a tecnologia.
"Nós fazemos uma pergunta simples: Quem é você? O que você pode ser? Aonde você vai? O que está lá fora? Quais são as possibilidades?"Alguém consegue responder essas questões e não titubear um instante? Ao pensar seriamente nas possíveis respostas, consegue sentir algo próximo da estranheza? Supondo que você diga sim, devo informar que nos 126 minutos desse filme foi exatamente assim que eu me senti.
Spike Jonze conseguiu produzir algo extraordinário, uma história sublime, simples e com uma essência inconfundível.
Her é ambientado em Los Angeles, não é datado, mas dá pra perceber que é uma sociedade futurista.
O filme nos conta a história de Theodore (Joaquin Phoenix), um homem muito sensível, poético e solitário. Theodore vive a vida de outras pessoas ao trabalhar numa empresa responsável por mandar cartas manuscritas, o inusitado é que são os próprios funcionário que criam as cartas... Será que em um futuro próximo vamos ter esquecido até de dizer o amor que sentimos um pelo outro? (ou já esquecemos?) Não seria nenhuma surpresa.
O personagem principal divide seu tempo em trabalhar (excepcionalmente bem), ter conversas eróticas com mulheres desconhecidas e reviver os momentos de um casamento que não deu certo. Sim, ele se casou e assim permanece, a sua esposa foi embora e vive pedindo pra que ele assine os papéis do divórcio, mas ele não consegue se desvincular do seu grande amor e acredita que o que parece ser um simples papel, ainda possa segurar a sua amada. A dificuldade em manter relacionamentos depois da separação é nítida. Uma imensa tristeza e a aparente necessidade de companhia é o que preenche o vazio de Theodore.
"Eu queria ficar bêbado e transar. Aquela mulher tinha uma coisa tão sensual... Eu é que estou solitário, isso é só porque eu estou solitário, eu quero alguém que transe comigo, alguém que queira transar comigo. Talvez isso preencha esse buraquinho, esse vazio que existe no meu coração, mas provavelmente não... Às vezes eu acho que eu já senti tudo que eu tinha pra sentir e de agora em diante eu não vou sentir mais nada, só versões atenuadas do que eu já senti."O que Theodore não imaginava era que um sistema operacional pudesse transformar tanto a sua vida naquele momento, ele não pensou duas vezes em levar o produto, pareceu ficar fascinado pelo anúncio (quem não ficaria?):
"A Element Software tem orgulho de apresentar o primeiro sistema operacional com inteligência artificial. Uma entidade intuitiva que escuta você, entende você e te conhece. Não é só um sistema operacional. É uma consciência."
No momento da instalação do software, é necessário responder algumas perguntas, são as
respostas que vão definir como o sistema operacional funcionará. Até perguntas do tipo:
"como é o relacionamento com sua mãe?". Tem também a possibilidade de escolher a voz masculina ou feminina. Tudo isso para que o sistema se encaixe perfeitamente com quem vai utiliza-lo. Assim que acaba a instalação, o sistema personalizado se apresenta como Samantha (Scarlett Johansson), que se torna uma parceira inimaginável.
E se fosse desenvolvido agora, um sistema operacional igual a este? Quantas pessoas no mundo criariam uma relação (seja de amizade ou até mesmo de amor) com esta máquina? Quantos estão numa profunda solidão, nesse exato momento?
Her me encheu de perguntas, despertou-me sentimentos e me fez parar algumas horas depois do filme pra pensar em como e porquê me senti tão próxima daquele personagem. Diante do sucesso dessa brilhante produção, percebo que não fui a única a me ver ali. Será que já estamos mesmo nessa era em que a tecnologia virou sinônimo de distanciamento do real? Mas afinal, o que é o real? Estamos tão imersos nesse grande globo tecnológico ao ponto de não enxergarmos aquilo que está a nossa volta?
Como afirmei a pouco, esse filme me trouxe mais questionamentos do que eu desejava. Mas nada além do que eu, de fato, precisava.
Spike Jonze me surpreendeu com essa história única e arrebatadora. Eu achei tudo no filme muito agradável e com um encaixe perfeito. Joaquin Phoenix atuou de uma maneira esplêndida, a minha paixão e proximidade com o personagem aconteceu também pela sua atuação perfeita. E o que dizer sobre Scarlett Johansson? É incrível como ela nem precisou aparecer pra mostrar o que quanto é eficiente, além do mais, conseguiu transferir toda sua sensualidade (divina) pra voz da Samantha. O filme tem uma fotografia muito bela e uma trilha sonora (Owen Pallett) que nos emociona junto com toda a história.
Sou totalmente suspeita pra indicar esse filme, não dá pra disfarçar o quanto eu o amei. Mas não vou dizer: Ei, assista, tenho certeza que você vai gostar!
Esse filme é tão singular e mexeu comigo de uma maneira tão diferente, que eu acredito que pode não acontecer a mesma coisa com você... A dica foi dada e eu desejo que seja tão bom pra você o quanto foi pra mim.
Trailer Oficial:








Estou para ver esse filme há tempos, e a sua resenha me deixou mais curiosa ainda!
ResponderExcluirBeijo
http://www.gemeasescritoras.com/
Correee, assiste logo! :)
ExcluirBj Bj
Nossa, é bem diferente né? Ainda não tinha ouvido falar desse filme. O caso de amor bem incomum é o que me deixou bem curiosa... anotando aqui e correr para assistir.
ResponderExcluirbjs
Põe incomum nisso! Mas é uma história e tanto...
ExcluirBj Bj.
Já tinha ouvido falar nesse filme, mas nunca parei pra ler nada sobre ele. E, caramba garota, você conseguiu me deixar curiosa pra assistir! rs
ResponderExcluirAchei essa coisa de sociedade futurística muito interessante e tenho certeza que a solidão do protagonista é basicamente um reflexo de nós mesmos, né? Super fascinante a ideia de explorar esse lado da nossa "humanidade". Amei sua resenha :)
Beijos,
Thay.
www.missthay.com
Oi Thais. Que bom que consegui te deixar curiosa! rs
ExcluirEu realmente me vi no protagonista, a solidão dele refletiu a minha.
O legal é que não é algo distante, já vivemos nesse mundo louco de tecnologia...
Muito obrigada, fiquei muito feliz por você ter gostado.
Bj Bj! :)
Depois desse post fiquei ansiosa para ver o filme, até vou mostrar para os meus amigos para ver se eles animam de ir ao cinema assistir!
ResponderExcluirBjs!
http://escritorawhovian.blogspot.com.br/
Que booom! Espero que vc goste, mas infelizmente ele já saiu de cartaz, mas vc encontra pra assistir fácil.
ExcluirBj Bj.
Simplesmente amei esse filme, tudo nele é lindo e achei a história, como você disse, arrebatadora. Gosto muito da temática envolvendo relações/relacionamentos, e a participação da tecnologia nisso tudo - e é incrível como ela acaba sendo humanizada. Enfim, gostei muito do filme.
ResponderExcluirBeijinhos, Livro Lab
Olá :)
ResponderExcluirQue resenha maravilhosa! Você escreveu de uma maneira tão bonita e de certa forma tocante.. rs :) Eu já sabia da existência desse filme, mas ainda não tinha lido resenhas sobre ele, a sua foi a primeira. rs ;) O assunto desse filme é bastante interessante, acho que a trama é bem envolvente e nos passa ensinamentos, fiquei com muita curiosidade de ver, acredito que vou gostar. :D