Título: Estrela amarela
Autor: Jennifer Roy
Editora: Companhia das Letras
Páginas: 139
Ano: 2011
Onde adquirir: Livraria LDM
Como outros sobreviventes do Holocausto, Sylvia Perlmutter ficou em silêncio por muitos anos, tentando esquecer aquilo por que passou. Mas, aos poucos, com a chegada da velhice, as lembranças começaram a vir à tona. Era hora de contar a sua história. E foi o que ela fez - falou e falou à sobrinha, Jennifer Roy, que transformou as conversas no presente relato. Roy se utiliza da voz da própria Sylvia para narrar o dia a dia da família e a sua luta pela sobrevivência durante os seis anos de guerra. No começo, com apenas quatro anos, Sylvia nem ao menos entende o que se passa à sua volta. Seus pais decidem fugir para Varsóvia, mas não conseguem trabalho. Ao retornarem a Lodz, são obrigados a abandonar sua casa para viver em um apartamento bem pequeno, sem banheiro, com as duas filhas. Dividido em quatro partes cronológicas, cada uma com uma introdução sobre os acontecimentos históricos do período, 'Estrela amarela' é um relato íntimo, feito a partir dos olhos dessa menininha, que mais de uma vez escapa da morte apenas com a ajuda do acaso.
Recebi este livro de uma livraria parceira do Blog. Fiquei encantada com essa capa, e ao ler a sinopse e perceber que se tratava de um livro sobre segunda guerra mundial, fiquei curiosa porque sempre tive vontade, mas nunca não tinha lido um.
“O dia a dia num gueto na polônia ocupada, pelo olhar poético de uma criança.”
Estrela amarela é um livro baseado na vida de Sylvia Pearlmutter, uma menina judia que foi obrigada juntamente com sua família a abandonar o seu lar e viver no gueto de Lodz, entre 233 mil pessoas. Sua família é composta por Dora, sua irmã mais velha, Haya a mãe e seu pai Isaac.
Vítimas da perseguição nazista, Sylvia que tem apenas quatro anos de idade, é impedida de ir a escola e sua família é obrigada a trabalhar para eles e viver num minúsculo apartamento passando por várias situações difíceis.
Com a infância roubada, ela conta como são sofridos os dias. Seu pai trabalha descarregando farinha nas padarias e armazéns, onde o pão branco vai para os alemães. A família de Sylvia e os outros moradores do gueto ficavam apenas com os pães pretos, farelos e restos de legumes já estragados. A mãe e irmã trabalham numa fábrica de roupas íntimas para mulheres. E Sylvia por causa da idade, ainda não pode trabalhar. Para os alemães ela não tem nenhuma utilidade e é o principal alvo de extermínio deles.
“- Eu não tenho nenhum valor para os alemães? – pergunto a papai. – Você tem valor para esta família – ele diz - , e isso basta".
Uma das passagens que mais me tocou o coração, foi quando os nazistas invadiram o gueto atrás de crianças, ela precisou fugir com o pai para um cemitério e passaram a noite toda dentro de uma cova.
“Meu corpo está imóvel, mas minha cabeça voa. Quero minha mãe. Quero minha boneca. Eu quero estar em qualquer lugar, menos deitada no escuro, no frio, na umidade do túmulo de alguém”.
O ponto chave nesse livro é a coragem e união desta família. Somente com o amor deles foi possível passar por todas as situações aterrorizantes e traumáticas.
Sem dúvidas não é simplesmente mais uma história triste. Vai muito além. É uma história triste com relatos fies sobre este momento histórico. Os acontecimentos são elementares e muito tocantes.
A narrativa em primeira pessoa é especial, não só pelo fato de ter sido contada por uma criança, mas também porque em cada capítulo temos pequenos subtítulos demarcados por parágrafos, abordando diferentes situações e temas. Enfim, um livro histórico e documental, um relato quase inacreditável.
Esse livro mexeu muito comigo, eu conseguia visualizar em cada página, a cena de tristeza que essa família viveu e aprendi muito também ao conhecer esse lado da humanidade e me conectar ao sentimento das pessoas que viveram o holocausto. Sem dúvidas, recomendo muito esse livro.







Olá :) Ótima resenha! Esse livro deve ser muito emocionante devido ao sofrimento e as situações difíceis que alguns dos personagem passam. :/ A história deve ser bem mais tocante e emotiva por causa de ser narrado em 1º pessoa por uma menina pequena, acredito que durante a leitura a sensação deve ser intensa, isto é, deixa a pessoa mais sensibilizada. Beijos <3
ResponderExcluirLivros sobre o holocausto realmente são muito tocantes, nunca tinha lido esse mas é uma ótima pedida.
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