Título: A bibliotecária de Auschwitz
Autor: Antonio G. Iturbe
ISBN: 9788522015849
Editora: Agir
Páginas:366
Ano: 2014
Uma garota de 14 anos. Um professor. Oito livros. Esperança. Em plena segunda guerra mundial, no maior e mais cruel campo de concentração do nazismo, cerca de quinhentas crianças convivem todos os dias com a morte e com o sofrimento. No pavilhão 31, de vez em quando uma janela é aberta para férias. Obra de Fred Hirsch, o professor que consegue convencer os alemães a deixa-lo entreter as crianças. Desta forma, garante ele aos nazistas, seus pais - judeus - trabalhariam bem melhor. Os alemães concordam, mas com uma condição: seria terminantemente proibido o ensino de qualquer conteúdo escolar no local. Mal sabiam que a jovem Dita guardava na barra da sua saia: livros.
Olá pessoas lindas, como vão? Estou aqui para falar de um livro maravilhoso! Eu não o conhecia, arrisquei e não me arrependi, pelo contrário, foi uma leitura muito reflexiva e dramática, não vou dizer bonita, pois não houve nenhuma beleza na segunda guerra, mas nas palavras da própria Dita: Temos que enxergar um pouco de belo em meio a tanto terror. O livro nos leva a um período conturbado para a Europa, no controle da Alemanha nazista e do Terceiro Reich, somos apresentados a Dita Adlerova, uma menina com então 14 anos, sua mãe Liesl e seu pai Hans. Essa familia de judeus vivia até bem em Praga, antes da eclosão da guerra, tiveram que se mudar para o gueto de Terezín e posteriormente para o cenário do Holocausto, o temido campo de concentração de Auschwitz.
Iturbe não escreveu uma biografia, não escreveu um documentário, ele expôs um lado da história que eu até então nunca tinha lido em outros livros como A menina que roubava livros, A lista de Schindler, Inverno na manhã e os diários de Anne Frank e Nina. Livros que tem como pano de fundo a segunda guerra sempre me fascinaram, não porque eu ache legal esse período da história, mas porque eu procuro entender o sofrimento pelo qual essas pessoas passaram e o que levou Adolf Hitler a perseguir e matar, indiretamente, tantas pessoas. Quando li a sinopse desse livro e vi que era barato, eu até então nunca tinha ouvido falar na editora ou no escritor e estou simplesmente estupefata com essa leitura. Não há palavras, é um livro que mexe com nossos sentimentos e sentidos. Uma leitura que nos faz refletir, até muito depois do término.
Dita é uma menina inteligente e muito sincera, que desafia, a seu próprio modo os SS, a Gestapo e até mesmo o Führer, num lugar onde as pessoas eram massacradas, humilhadas, passavam fome e a morte era um presente, num lugar onde educação e itens de primeira necessidade eram escassos, uma menina erguia uma arma, uma arma capaz de acabar com a guerra: Conhecimento, sua munição? Oito livros. Seu exército? 500 crianças que podiam estar mortas ao alvorecer.
Perguntas inquietantes surgem durante a leitura, porquê manteriam um campo familiar em Auschwitz, onde haviam até crianças, se todos os dias milhares de pessoas morriam em câmaras de gás Zyklom? Porque gastar mais água numa sopa rala e diminuir os pedaços de pão dormido se todos iriam morrer de qualquer jeito? Por quê?
Em Auschwitz ninguém é o que parece ser, todos tem apenas uma meta: sobreviver. E para isso pessoas, que nem se veem mais como pessoas e sim como animais, não hesitam em trair e delatar por um pedaço a mais de pão, por uma concha de sopa, não confiem em ninguém, personagens podem nos decepcionar, ou não.
Preparem os lencinhos e forninhos, porque eu chorei muito, e nem tem como não chorar né? Diante de tantas atrocidades. A gente lê e ás vezes pode esquecer que isso não é ficção, essa história tem alguns elementos a mais, claro, mas nós não queremos acreditar que tudo aquilo aconteceu. Todos os personagens são reais e no final do livro temos um anexo para saber da vida deles, eu curti isso.
Dita é uma guerreira, mas cada vez que penso no livro, só imagino a criança esquálida que perdeu a infância e juventude num campo de concentração, mas nunca a esperança. Recomendo a todos que querem ter uma leitura que incomoda, não é reconfortante saber que tanto sofrimento foi real e que as vezes na vida, a gente não procura um final feliz, só um final.
Espero que se interessem pela leitura.





.jpg)
Oi! :)
ResponderExcluirJá tenho interesse nesse livro faz um tempo, porém nunca li uma resenha dele e nunca soube ao certo do que se tratava. Gosto muito de leituras sobre a Segunda Guerra, acho um período muito interessante de ser estudado.
Gostei muito da sua resenha, não sabia se o livro era ou não ficção e ela me esclareceu essa dúvida. :)
Adorei o blog,
Beijos!
http://choqueliterario.blogspot.com.br/
Oi Joyce muito obrigada pela visita, que bom que gostou da resenha, te indico esses livros que citei ai na resenha para leituras mais aprofundadas, grande abraço!
ExcluirAinã, menina. Eu já tinha ouvido falar desse livro (a Agir estava às traças recentemente, muitas coisas ruins acontecendo, mas acredito que agora ela pode começar uma nova fase com o selo novo "Agir News', algo assim. Temos que esperar!)
ResponderExcluirVoltando ao livro, que história sensacional! Amei a sua resenha, só me fez ficar com mais vontade de ler. Não que eu goste de livros sobre a 2ªGM, mas parece ser mais interessante do que A Menina que Roubava Livros (o qual não consegui ler mais de 50 páginas). Pretendo ler o Diário de Anne Frank e tentar, assim como você, um mínimo do que foram os campos de concentração para os judeus.É uma história triste e só podemos aprender com ela.
Beijos, Iza
http://livrosontemhojeesempre.blogspot.com.br/
Oi Iza que bom que combinamos não é? Rapaz eu nunca tinha ouvido falar da editora, mas eu gostei muito do livro, é emocionante na medida certa, espero que vc goste também!
ExcluirNunca tinha ouvido falar do livro, mas logo já fiquei interessada quando você disse era como a menina que roubava livros. A história parece ser muito boa, sério, vou adicionar na minha listinha e uma hora dessas, se eu achar, comprá-lo. Beijos.
ResponderExcluirhttp://alguns-livros.blogspot.com.br/
Oi Wandressa, adicione mesmo, não irá se arrepender!
Excluirolá!
ResponderExcluirSempre quis ler esse livro, amo as histórias sobre a 2°Guerra Mundial, mas os livros sempre me fazem chorar. As vezes penso, tanta coisa surgiu por causa dessa guerra, como os GPS e Celulares... Se Hitler tivesse usado sua inteligência para o bem, ele seria um gênio.
Adorei sua resenha, espero ler o livro em breve.
Beijos, Tabatha
http://aproveiteolivro.blogspot.com.br/
Oi Tabatha, concordo com você, leia o livro que não se arrependerá, beijos
Excluir