Resenha (livro): Fahrenheit 451 - Ray Bradbury

Título: Fahrenhei 451
Autor: Ray Bradbury
Editora: Globo
Páginas: 216


A obra de Bradbury descreve um governo totalitário, num futuro incerto mas próximo, que proíbe qualquer livro ou tipo de leitura, prevendo que o povo possa ficar instruído e se rebelar contra o status quo. Tudo é controlado e as pessoas só têm conhecimento dos fatos por aparelhos de TVs instaladas em suas casas ou em praças ao ar livre. O livro conta a história de Guy Montag, que no início tem prazer com sua profissão de bombeiro, cuja função nessa sociedade imune a incêndios é queimar livros e tudo que diga respeito à leitura. Quando Montag conhece Clarisse McClellan, uma menina de dezesseis anos que reflete sobre o mundo à sua volta e que o instiga a fazer o mesmo, ele percebe o quanto tem sido infeliz no seu relacionamento com a esposa, Mildred. Ele passa a se sentir incomodado com sua profissão e descontente com a autoridade e com os cidadãos. A partir daí, o protagonista tenta mudar a sociedade e encontrar sua felicidade.

 Oi gente, hoje tenho o prazer de resenhar para vocês um Clássico da literatura, já recebi muitas indicações, mas finalmente achei o livro na biblioteca e pude lê-lo. Apesar de ser um livro pequenininho, ele é bem denso. Não é de dificil compreensão, pelo contrário, é porque ele mexe com nosso psicológico, teve horas que tive que fechar o livro e dizer para mim mesma: CALMA! Realmente todo leitor compulsivo deveria lê-lo pelo menos uma vez na vida, para que tenhamos mais consciência do que nos rodeia, que estamos lendo não apenas para satisfazer nossa sede por conhecimento e aventura, que ladeiam as páginas, mas porque ler e entender nos torna mais inteligentes, e não há nada mais poderoso, do que pessoas que pensam
Os escritores nunca imaginariam que os humanos é que se tornariam robôs, e não o contrário (robôs humanizados) de tão mecânica que se tornou nossa vida hoje em dia. Trabalho-casa-escola-mercado-dinheiro, quem imaginaria que não há tempo para consumir, pois consumimos o tempo todo.
Apesar de ser um livro antigo, escrito depois da segunda guerra mundial, vamos nos afastando do significado de distopia, pois a cada linha que eu ia lendo, mais eu via o mundo atual estampado nelas. Não acredita? Então pense ai: Um mundo onde ninguém pode ter livros em casa, sejam eles ficcionais ou filosóficos, o simples fato de estudar numa faculdade já é absurdo. As pessoas vivem alienadas em frente aos seus televisores gigantes que tomam as paredes, em meio a novelas interativas, em quando o mundo está sofrendo a ação de uma guerra que eles nem imaginam que fazem parte. (Alguma coincidência?).
Nesse meio tempo Guy Montag (nosso protagonista) é um bombeiro passando por um crise de identidade, é válido saber que os bombeiros não apagavam o fogo e sim incendiavam as casas onde haviam vestigios de livros e de todo o seu poder maléfico. Um belo dia Guy começa a conversar com uma garota, Clarisse, sua vizinha. E ela começa a lhe falar sobre o mundo e as belas coisas que ele nunca havia reparado antes, as flores, a grama, os 'outdoors' espichados,  etc. Quando começa a conversar com a gar!ota, Guy tende a ver o mundo de outra forma, começa com os conflitos com sua mulher Mildred e as pílulas de dormir, suas televisões na parede e sua alienação. 
O livro é dividido em 3 partes, e em cada uma delas vemos um as diferentes fases de Montag.Temos um prefácio maravilhosamente bem escrito por Manuel da Costa Pinto, que foi muito interessante, me fez ficar com mais vontade ainda de ler o livro, além de nos introduzir ao mundo do livro, pois o mesmo não tem orelhas, nem resumos e sinopses.
O que eu achei bem interessante, é que o livro tem uma história simples, porém ao mesmo tempo você não consegue digerir de inicio, pois ele tem muitas metáforas, eu achei legal porque nos leva a pensar muito, mas muita gente não gosta desse tipo de escrita. Ele é recheado de frases de efeito e diálogos inesquecíveis. É um livro que vou levar pra toda a vida, não consigo imaginar esse mundo do Ray, mas depois que li, vi que pode ser uma realidade plausível, e não quero que isso aconteça. Enquanto houver um leitor no mundo, ainda há esperança, a chama nunca se apagará. Eles podem rasgar e queimar o papel, podem esconder, molhar ou inutilizar as páginas, mas a mente não se esquece. É o único lugar, que se deixarmos, ainda pode ser inteiramente nosso.

Espero que apreciem a leitura, grande abraço =D

3 comentários

  1. Olá !
    Muitos já me indicaram esse livro , agora com sua resenha não terei outra saída a não ser lê-lo.

    http://coisasdediane.blogspot.com.br/

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  2. Olá!

    Tenho muita vontade de ler algo desse autor, todos são só elogios. Já ouvir falar desse livro, não parece ser uma leitura fácil, né? Parece que você tem que digerir bem o livro. Mais de todas as resenhas que eu li, tenho que concordar com você, parece ser um livro marcante! Pretendo ler, não tão breve como gostaria, mais pretendo.

    Beijos!

    Cintia
    http://www.theniceage.blogspot.com.br/

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  3. Oi!
    Concordo com você: esse é um livro que todos deviam ler. É uma das minhas distopias favoritas :)
    Beijos,
    alemdacontracapa.blogspot.com

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