Título: Elvis e Madona
Dirigido por: Marcelo Laffitte
Lançado: 23 de setembro de 2011
Duração: 105min
País de origem: Brasil
Elvis (Simone Spoladore) sonha em ser fotógrafa, mas a necessidade de sustento faz com que aceite o emprego de entregadora de pizza. Madona (Ígor Cotrim) é uma travesti que trabalha como cabeleireira. Ela sonha em produzir um show de teatro de revista. Logo após conhecer Elvis, que é homossexual, elas se tornam grandes amigas. Mas, pouco a pouco, desperta neles um sentimento mais forte que a mera amizade.
Dia 17 de maio foi o dia internacional de combate a homofobia, durante o mês de maio realiza-se marchas, seminários, palestras em vários lugares do país, referente a diversidade sexual e de gênero.
Pensando nesse mês de luta e de grandes conquistas é que vou escrever sobre esse filme lindo.
Elvis e Madona é um filme diferente, mas ao mesmo tempo usa a fórmula de uma comédia romântica de sucesso ao misturar drama, comédia e um romance improvável. Quando digo diferente, refiro-me ao fato de não existir muitas histórias assim no cinema, quanto a história, está mais do que na hora de enxergarmos que não existe nada de incomum em uma relação de pessoas que se amam.
Elvis é uma fotógrafa, que começa a trabalhar como entregadora de pizza para ajudar nas despesas, mesmo fotografando, ainda não tinha conseguido um emprego fixo. Em sua primeira noite de trabalho, ela conhece Madona, porém as cisrcunstâncias desse encontro não são nada legais. Madona tinha acabado de ser roubada e espancada por João Tripé, um traficante com quem ela tinha um envolvimento. Elvis consolou Madona, que estava destruída, porque o dinheiro que havia perdido era para o seu tão sonhado show perfomático, ela havia juntado por muito tempo. Já nesse primeiro contato dá pra percerber o clima entre as duas. Outros encontros aconteceram e não deu mais pra esconder o óbvio, estavam apaixonadas.
As duas estavam muito confusas por sentirem algo que para muitos era uma completa anormalidade. Elvis, uma mulher lésbica (o filme não deixa claro a questão da identidade de gênero, apesar do nome e de não se vestir de forma feminina, Elvis refere-se a si como mulher, inclusive quando usa o termo "motogirl"). Madona, uma mulher trans, travesti. Mas aí está mais um exemplo de que o amor acontece e independe das opiniões alheias.
E como em todo relacionamento, as duas vivem grandes dilemas que provam que o que elas sentiam resistiria a tudo. É uma história que faz rir, emociona e também nos faz sentir revolta diante do preconceito enraizado em nossa sociedade.
As personagens trazem em seu histórico grandes dilemas das pessoas Lgbt. Madona, por exemplo, enfrentava o mundo sozinha, sem família, muitas vezes tendo que passar pelo mercado sexual para conseguir sobreviver, o que é um triste fato, sem muitas opções, muitas mulheres trans vão por esse caminho, não por escolha pessoal, porque se assim fosse não haveria problema algum. Mas o mundo ainda vê mulheres trans como aberrações, o pensamento arcaico ainda predomina, o que impede que pessoas como Madona consigam espaço no mercado profissional ou até mesmo em uma universidade, visto que são hostilizadas desde a escola. Uma mudança precisa acontecer e já. Nossas irmãs estão morrendo pelo simples fato de existir. Uma das cenas do filme que me deixou bem emocionada foi quando Elvis revelou que estava apaixonada, sem acreditar, Madona implorava pra ela repetir, aos prantos, deu pra perceber e sentir o quanto aquela personagem tinha sofrido durante a sua vida e como era inacreditável pra ela que alguém pudesse amá-la exatamente como ela era.
Além de romance, o filme tem muitos momentos engraçados e outros sérios. É um filme perfeito para assistir com a família, prepare uma boa pipoca e mãos a obra, afinal, a ideia de família tradicional não se destrói sozinha, não é mesmo?! Rs.
Eu sou fascinada por filmes nacionais e ao contrário do que muitos dizem, somos muito bons nisso, precisamos valorizar mais o que o nosso país produz.
Um fato interessante sobre essa história é que o filme virou livro, isso mesmo que você leu, depois do lançamento, o filme foi adaptado para as folhas. Eu definitivamente preciso ler, espero que seja tão bom quanto o filme.
O único ponto negativo é que infelizmente nossa dramaturgia, na tela do cinema, na tv ou teatro, prefere usar atores para fazer o papel de mulheres trans. É necessário que ocorra a representatividade, com toda certeza existem muitas mulheres capacitadas para fazer esse papel. Apesar da maestria com que Igor Cotrim representou a Madona, ainda acho que o filme transmitiria muito mais verdade se fosse interpretado por uma mulher trans.
No fim, nada mais é do que uma linda história de amor. Diga não a Lgbtfobia. Desconstrua seus preconceitos. É disso que o mundo precisa: mais amor!
Trailer Oficial:







Olá,
ResponderExcluirEu ainda não tinha visto nada a respeito desse filme mas já estou gostando dele
rsrsrs, espero poder ver esse ai
Bjks
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